QUEM SOMOS NO REINO???

Então a reunião terminou, e todo mundo foi para casa. Jesus voltou para o Monte das Oliveiras. Mas no outro dia de manhã, bem cedo, estava de volta no templo. Logo se reuniu uma grande multidão, e Ele se sentou para falar a eles. Quando estava falando, os líderes judaicos e os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério e a colocaram na frente da multidão. “Mestre”, disseram a Jesus, “esta mulher foi encontrada no próprio ato de adultério. A lei de Moisés manda que seja morta. O que o Senhor acha?” Eles estavam procurando apanhar Jesus dizendo alguma coisa que pudessem usar contra Ele, mas Ele se abaixou e escrevia na terra com o dedo. Ficaram esperando uma resposta; então Ele se ergueu e disse: “Muito bem, joguem pedras até ela morrer. Mas só aqueles que nunca pecou pode jogar a primeira!” Depois abaixou-se de novo e escreveu mais um pouco na terra. Os líderes judaicos foram saindo um a um, começando pelos mais idosos, até que só deixaram Jesus com a mulher diante da multidão. Então Jesus se ergueu novamente e disse a ela: “Onde estão os seus acusadores? Nenhum deles condenou você?”; “Não Senhor”, disse ela. E Jesus disse: “Eu também não. Vá embora e não peque mais”. (João 7.53-8.1-11)


 
PENSANDO A RESPEITO

Quando Jesus esteve entre nós nos ensinou a importância do amor altruísta e incondicional; Ele nos confrontou a compreender que somos TODOS pecadores e destituídos da Glória do Eterno. Se quisermos ser salvos, precisamos nos aproximar Dele, crendo que Ele recompensa àqueles que O buscam com um coração sincero e simples (Hebreus 11.6). Não merecemos a Graça e o Amor de Cristo; Ele apenas nos amou porque quis e, ponto.

No trecho bíblico do evangelho de João, os religiosos buscavam um meio de confrontar Jesus, porque, embora eles acreditassem que Deus era soberano, não conseguiam compreender como uma pessoa tão grandiosa poderia se curvar diante de um pobre pecador e enaltecê-lo; para eles isso era simplesmente inaceitável, incompreensível! Tanto que, numa tarde estavam tramando como “pegar” Jesus no flagrante e, logo no outro dia cedo, já estavam agindo neste sentido.

Porém, Cristo não veio trazer condenação ao mundo, mas para salvá-lo do pecado, da justiça e do juízo.

Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (João 3.17)

O Evangelho é puro e simples!

 

QUEM SOMOS?

No trecho bíblico do evangelho de João temos alguns personagens e eu gostaria de destacar cada um deles para que possamos refletir em quem temos sido, dentre eles:

1.      Os líderes acusadores

2.      A multidão que seguia os líderes

3.      A multidão que ouvia Jesus

4.      Os discípulos de Jesus

5.      A mulher adúltera

Dentre estas cinco personagens, qual você se identificaria, de imediato? Fazendo uma autocrítica muito sincera neste instante, quem você acredita que seria, caso estivesse naquele evento?

Nenhum deles era melhor, ou até mesmo pior que o outro, primeira coisa que precisamos desmitificar quando falamos dos ensinamentos de Jesus. Ele não estava procurando “culpados”; Ele sempre esteve à procura de adoradores e amigos!

Como o pai me amou, eu também amei a vocês, permaneçam em meu amor. (João 15.9)

Jesus não está preocupado em encontrar “responsáveis” pelos atos equivocados; Ele está procurando aqueles que reconhecem suas falhas e delitos e, que buscam um direcionamento novo para suas vidas. Mas, vamos aos personagens, enfim:

Os líderes religiosos: estes estavam tão preocupados em “zelar” pela verdade e pela santidade que se esqueceram, rapidamente, de como Deus decidiu salvar o homem de seus pecados, desde o princípio, assim como nos dias do Éden.

E Deus perguntou a Adão: Quem te mostrou que estava nu? (...) E fez o Senhor Deus para Adão e sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. (Gênesis 3.11a, 21)

A preocupação de Deus com Adão não era em condená-lo a uma vida de sofrimento eterno, senão Ele não se preocuparia em coser roupas para eles e os vestir de suas vergonhas.

Quantas vezes, agimos como estes líderes? De forma totalmente legítima, porém nem por isso a nossa ação é correta! Isso é um risco enorme que nos colocamos quando decidimos achar que somos “detentores” da verdade ou até mesmo possuidores dela.

Os seguidores destes líderes são pessoas que, muitas vezes, não expressam o que pensam ou sentem, mas acabam “indo na onda” de outros que ensinam e orientam. Tomam para si estas verdades, como sendo absolutas e imutáveis, tornando-se juízes sobre seus companheiros.

A multidão que ouvia a Jesus tinha o interesse em aprender com Ele e tinha uma expectativa clara por saber qual seria o posicionamento do mestre naquela ocasião. Como eles, ouvimos a verdade, somos tocados pela verdade, mas, muitas vezes, ficamos por isso mesmo.

Enquanto isso, ao lado de Jesus havia seus discípulos, que ansiavam por aprender com Ele, que é manso e humilde de coração e acompanhar seus direcionamentos para obterem uma vida totalmente diferente daqueles padrões que estavam habituados a presenciar. Se somos discípulos de Jesus, somos aprendizes eternos e totalmente dependentes de Sua infinita Graça e Misericórdia.

Agora, a personagem mais interessante de todas é a própria acusada. Ela não tinha o que dizer a Jesus ou a qualquer pessoa naquela multidão porque ela sabia claramente que havia cometido uma falha passível de condenação e morte. Mas, o seu silencio bradou tão alto que Jesus acabou por ouvi-la e, o simples fato Dele ignorar o que os outros estavam dizendo e escrever no chão com seu dedo, demonstrava que Ele estava muito mais interessado em ouvir o que a mulher tinha para dizer do que o que os outros estavam tentando demonstrar. Nela não havia santidade à vista, não havia nada digno, do qual pudesse se gloriar, não podia nem mesmo dizer que não havia feito nada! Porém, para Cristo, havia nela algo que era muito superior a tudo aquilo que ouvimos e aprendemos até aqui: havia NECESSIDADE. Ela era totalmente necessitada do perdão e do amor daquelas pessoas, para poder continuar vivendo. Ela não tinha mais nada, absolutamente!


Você já se deparou com alguma situação da sua vida em que estivesse como esta mulher? Absolutamente sem nenhuma condição de se defender ou dizer algo a seu favor?

Pois é disso que o Evangelho do Reino fala:

a)     Ele expressa amor ao que não merece!

b)     Graça ao que não tem com o que pagar!

c)      Fidelidade ao que falhou diversas vezes e nunca se estabeleceu na verdade!

d)     Fé naqueles que são menosprezados e esquecidos por causa de suas falhas e debilidades!

O Evangelho do Reino não é para boas pessoas; o Evangelho do Reino é para pessoas que precisam melhorar, continuamente! 

Afinal, a boa notícia que Jesus trouxe foi:

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância! (João 10.10)


Quem sou eu mesmo, no Reino?

 









Somos Teu Reino

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