QUEM SOMOS NO REINO???
Quando Jesus esteve entre nós nos
ensinou a importância do amor altruísta e incondicional; Ele nos confrontou a
compreender que somos TODOS pecadores e destituídos da Glória do Eterno. Se
quisermos ser salvos, precisamos nos aproximar Dele, crendo que Ele recompensa
àqueles que O buscam com um coração sincero e simples (Hebreus 11.6). Não
merecemos a Graça e o Amor de Cristo; Ele apenas nos amou porque quis e, ponto.
No trecho bíblico do evangelho de
João, os religiosos buscavam um meio de confrontar Jesus, porque, embora eles
acreditassem que Deus era soberano, não conseguiam compreender como uma pessoa
tão grandiosa poderia se curvar diante de um pobre pecador e enaltecê-lo; para
eles isso era simplesmente inaceitável, incompreensível! Tanto que, numa tarde
estavam tramando como “pegar” Jesus no flagrante e, logo no outro dia cedo, já
estavam agindo neste sentido.
Porém, Cristo não veio trazer condenação
ao mundo, mas para salvá-lo do pecado, da justiça e do juízo.
Porque Deus enviou
seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse
salvo por ele. (João 3.17)
O Evangelho é puro e simples!
QUEM SOMOS?
No trecho bíblico do evangelho de
João temos alguns personagens e eu gostaria de destacar cada um deles para que
possamos refletir em quem temos sido, dentre eles:
1.
Os líderes acusadores
2.
A multidão que seguia os líderes
3.
A multidão que ouvia Jesus
4.
Os discípulos de Jesus
5.
A mulher adúltera
Dentre estas cinco personagens,
qual você se identificaria, de imediato? Fazendo uma autocrítica muito sincera
neste instante, quem você acredita que seria, caso estivesse naquele evento?
Nenhum deles era melhor, ou até
mesmo pior que o outro, primeira coisa que precisamos desmitificar quando
falamos dos ensinamentos de Jesus. Ele não estava procurando “culpados”; Ele
sempre esteve à procura de adoradores e amigos!
Como o pai me amou, eu também amei a vocês, permaneçam em meu amor. (João 15.9)
Jesus não está preocupado em
encontrar “responsáveis” pelos atos equivocados; Ele está procurando aqueles
que reconhecem suas falhas e delitos e, que buscam um direcionamento novo para
suas vidas. Mas, vamos aos personagens, enfim:
Os líderes religiosos: estes estavam
tão preocupados em “zelar” pela verdade e pela santidade que se esqueceram,
rapidamente, de como Deus decidiu salvar o homem de seus pecados, desde o princípio,
assim como nos dias do Éden.
E Deus perguntou a Adão: Quem te mostrou que estava nu? (...) E fez o Senhor Deus para Adão e sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. (Gênesis 3.11a, 21)
A preocupação de Deus com Adão não
era em condená-lo a uma vida de sofrimento eterno, senão Ele não se preocuparia
em coser roupas para eles e os vestir de suas vergonhas.
Quantas vezes, agimos como estes
líderes? De forma totalmente legítima, porém nem por isso a nossa ação é
correta! Isso é um risco enorme que nos colocamos quando decidimos achar que somos
“detentores” da verdade ou até mesmo possuidores dela.
Os seguidores destes líderes são
pessoas que, muitas vezes, não expressam o que pensam ou sentem, mas acabam “indo
na onda” de outros que ensinam e orientam. Tomam para si estas verdades, como
sendo absolutas e imutáveis, tornando-se juízes sobre seus companheiros.
A multidão que ouvia a Jesus tinha
o interesse em aprender com Ele e tinha uma expectativa clara por saber qual
seria o posicionamento do mestre naquela ocasião. Como eles, ouvimos a verdade,
somos tocados pela verdade, mas, muitas vezes, ficamos por isso mesmo.
Enquanto isso, ao lado de Jesus havia
seus discípulos, que ansiavam por aprender com Ele, que é manso e humilde de
coração e acompanhar seus direcionamentos para obterem uma vida totalmente diferente
daqueles padrões que estavam habituados a presenciar. Se somos discípulos de
Jesus, somos aprendizes eternos e totalmente dependentes de Sua infinita Graça
e Misericórdia.
Agora, a personagem mais interessante
de todas é a própria acusada. Ela não tinha o que dizer a Jesus ou a qualquer pessoa
naquela multidão porque ela sabia claramente que havia cometido uma falha
passível de condenação e morte. Mas, o seu silencio bradou tão alto que Jesus
acabou por ouvi-la e, o simples fato Dele ignorar o que os outros estavam
dizendo e escrever no chão com seu dedo, demonstrava que Ele estava muito mais
interessado em ouvir o que a mulher tinha para dizer do que o que os outros
estavam tentando demonstrar. Nela não havia santidade à vista, não havia nada
digno, do qual pudesse se gloriar, não podia nem mesmo dizer que não havia
feito nada! Porém, para Cristo, havia nela algo que era muito superior a tudo aquilo
que ouvimos e aprendemos até aqui: havia NECESSIDADE. Ela era totalmente
necessitada do perdão e do amor daquelas pessoas, para poder continuar vivendo.
Ela não tinha mais nada, absolutamente!
Você já se deparou com alguma situação
da sua vida em que estivesse como esta mulher? Absolutamente sem nenhuma
condição de se defender ou dizer algo a seu favor?
Pois é disso que o Evangelho do Reino fala:
a) Ele expressa amor ao que não merece!
b) Graça ao que não tem com o que pagar!
c) Fidelidade ao que falhou diversas vezes e nunca se estabeleceu na verdade!
d) Fé naqueles que são menosprezados e esquecidos por causa de suas falhas e debilidades!
O Evangelho do Reino não é para boas pessoas; o Evangelho do Reino é para pessoas que precisam melhorar, continuamente!
Afinal, a boa notícia que Jesus trouxe foi:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância! (João 10.10)
Quem sou eu mesmo, no Reino?
Somos Teu Reino
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