Antifragilidade privada

Antes de falarmos de qualquer coisa, deixe-me compartilhar um dos conceitos de antifragilidade:

“Há coisas que se beneficiam dos impactos; elas prosperam e crescem quando são expostas à volatilidade, ao acaso, à desordem e aos agentes estressores, e apreciam a aventura, o risco e a incerteza.” (TALEB, 2015).

Em termos mais simples, ser antifrágil é ter a capacidade de lidar com todas as situações aleatórias da vida sem perder sua elasticidade e firmeza, ao mesmo tempo! Está completamente relacionada a uma habilidade que se faz cada vez mais necessária: a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL! Isto nos leva a fazermos uma pergunta retórica: Somos inteligentes o bastante ou precisamos estar em constante desenvolvimento?

O antifrágil aprecia aquilo que é improvável e, muitas vezes, incerto, para a maioria. Isso significa que os erros são examinados de forma a obter-se o aprendizado e a transformação. Lidar com o desconhecido e abordagens pouco clássicas são suas características também.

Pegando um gancho em tudo isso quero trazer uma reflexão sobre os ensinamentos e argumentos apontados pela religiosidade sistematizada.

Gostaria que não pensasse que essa abordagem seja apelativa para práticas de denominada religião, pois não é e poderá constatar ao final da minha fala! Peço também que ouça todas as palavras com a maior atenção possível para poder absorver o máximo e da maneira mais clara possível.

Voltando ao nosso termo apresentado, se a antifragilidade é a capacidade de alguém “suportar” determinada pressão ou incerteza e conseguir aprender algo que a faça crescer com isso, então podemos fazer uma comparação informal e rasa com uma das maiores virtudes, a fé.

Segundo a Bíblia, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hebreus 11.1), ou seja, uma convicção clara daquilo que, a princípio, é invisível, mas não intocável. Isso é, no mínimo, interessante!!! Porque, se continuarmos a ler o trecho onde está escrita essa afirmação veremos que através da fé diversas pessoas conseguiram avançar ou alcançar determinado tipo de desenvolvimento. Sugiro que tire um tempo e leia o capítulo 11 do livro de Hebreus para saber mais!

Mas, o que isso tem a ver com a antifragilidade? E o que isso tem a ver com sua privação?

Se observarmos bem, tem tudo a ver uma coisa com a outra! Ambas se completam. Isso mesmo que você ouviu! A antifragilidade é uma consequência natural da fé!

Quando passamos a acreditar piamente em algo invisível, não temos controle algum sobre isso, pois ainda é incompreensível e intangível e nós apenas esperamos (com fé) pelo que vem, resistindo a tudo e a todos que se opuserem à esta crença. Não é verdade?

Se você ouviu até aqui talvez esteja se perguntando: Mas o que eu devo fazer então? E aí? Tenho sido antifrágil? Tenho experimentado a fé, de maneira simples e genuína?

Essas são boas perguntas a se fazer, caso ainda não tenha pensado nelas!

Mas, essa habilidade de ser antifrágil tem sido boicotada há gerações por uma sociedade sistematizada e padronizada. Trabalho com predições e previsões de cenários há algum tempo e, posso te dizer que o tempo em que vivemos é um momento único e oportuno para todos saírem das abas dessa sociedade sistematizada e robotizada que vem sendo construída há anos.

Durante os últimos meses, com a quarentena causada pelo coronavírus, muitas pessoas tiveram que reinventar sua maneira de lidar com a vida, mas, depois de algum tempo percebemos que a grande maioria está se submetendo, novamente, a velha normalidade, subjugando-se e deixando que agentes opressores controlem suas crenças, ditando-lhes o que, quando e como fazer. Mas, POR QUÊ fazer? A maioria acredita que sabe, mas se questionadas, no fundo de seus corações e mentes não fazem a mínima ideia do que estão defendendo. Entenda, O NOVO NORMAL NÃO DEIXA DE SER NORMAL!

E o que é normal desde sempre?

Algumas pessoas ditam regras e a grande maioria apenas acompanha, sem saber PORQUE fazem isso! O que vejo de mais interessante em tudo isso é que, quando olhamos para os ensinamentos de Jesus, por exemplo, aos seus discípulos Ele dizia coisas assim:

Conheçam a verdade!

Não sejam como os religiosos da sua época!

Amem os que os perseguem e os abençoe!

Não se preocupem se tirarem a sua vida! Eles não poderão fazer nada além disso!

Isso faz sentido para você? Por que Jesus falaria tais coisas? Por que Ele agia totalmente diferente do padrão da época? Será que ele queria apenas agitar as pessoas e criar revolucionários? Ou Ele pretendia mostrar às gerações que a sua antifragilidade estava sendo privada?

Não estou aqui querendo levantar mais um discurso de ódio. Quero apenas que você pense em como estamos sendo privados de PENSAR, AMAR, SENTIR e, acima de tudo, VIVER!

Princípios para vencer a privação da antifragilidade:

1.      Viva, respeitando os limites do outro e os seus próprios limites;

2.      Não culpe a ninguém por nada, mas reconheça que você pode ser alguém muito melhor hoje do que foi ontem;

3.      Tenha convicções, mesmo que digam para você não acreditar;

4.      Ame ao outro como a si mesmo (parece chover no molhado né?!);

5.      Não seja rígido demais com ninguém;

6.      Ajude a todos que te pedirem ajuda (e os que não pedirem também, esteja atento);

7.      E, por último, mas não menos importante. Pergunte todas as vezes que tiver dúvida, pois só assim poderá entender melhor qualquer coisa.

“Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos. Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outrose perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem-se como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se de amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.”

Colossenses 3.11-17

Não é sobre ter uma nova religião ou crença! É sobre experimentar uma nova cultura, a Cultura do Reino, baseada nas boas novas que Cristo anunciou e ensinou a todos. Diga não à antifragilidade privada e viva!

Comentários

  1. Excelente texto, e tempo de parar e entender quem sou, quem são os que estão a minha volta, quem é a sociedade X o reino de Deus de fato vou ver que tenho muito que aprender.

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